Eu não sei exatamente o que esta acontecendo. Estou largando o “foda-se” em tudo nesses últimos tempos. Não queria fazer isso, mas de alguma forma acho que é necessário. O ruim é que estou sendo extremamente grossa e estupida com pessoas que eu goto muito. Não me sinto muito animada pras coisas, pra sair, pra conversar, pra estar em algum lugar aonde tenha seres humanos. Estou indo surpreendentemente bem na escola, minhas notas estão muito mais altas do que nos dois últimos anos. Consigo me concentrar mais agora que eu não tenho vontade de me relacionar com ninguém. Briguei com algumas pessoas, falei pra minha professora de química, depois que pedi outra explicação da matéria e ela sentou no chão indignada, que não ia cair a língua dela por fazer isso. Ela não me tirou de sala nem nada, mas disse “nossa quanta grosseria ein dona Isabella”. Foi o bastante pra me deixar envergonhada e acho que mais odiada por todos. Estranho mesmo é me sentir normal com isso (não com a história da professora, me sinto mal por isso), não querendo as desculpas e a amizade das pessoas novamente. Não chamaria isso de depressão, mas sim de uma fase um tanto quanto perturbada da minha vida. Tenho planos para o futuro, obvio. Quero fazer arquitetura na UFSC, morar em Florianópolis, ter um Jeep e virar surfista. Não vejo a hora que esse futuro chegue. Cansei de Curitiba, cansei de fazer o ensino médio, cansei de estudar com pessoas mais novas que eu. Talvez seja porque eu reprovei e porque eu não tenho o menor interesse na escola e seus atributos, em suas regras e em seus métodos de ensino que sinceramente, no Brasil, são uma bosta. Não tenho muito que falar sobre isso, apenas que eu não gosto e não quero mais. Reprovar não foi fácil e nem esta sendo. Achei que depois disso tudo estaria perdido, que eu estaria perdida. Tem uma musica que diz “If you get lost you can always be found”. Que pena que me encontraram. Agora sobre a minha estranha personalidade conturbada, concluo que não sei por que a tenho. Talvez por que moro com oito pessoas e são todos meio descontrolados e estúpidos. É, deve ser. Queria ser calma, amorosa, queridinha e gostar de rosa, mas não da, tentei uma vez e desisti. Eu sou querida com meus amigos, mas às vezes é preciso que alguém fale a verdade, sabe, na cara. Não gosto que falem que sou grossa, estupida e que ninguém gosta da minha pessoa, eu já sei disso. Contem-me algo novo, por favor. Talvez eu esteja sendo grossa agora, mas o que eu quero dizer é que eu não julgo ninguém. Todos enfrentam uma batalha interna e julgar sem saber a verdade é pior do que ser grossa às vezes. Se eu nunca julguei ninguém não acho justo que façam isso comigo. “Faça com os outros o que você quer que façam com você”, ai vem alguém e diz, mas você trata todos mal e bla bla bla. Não trato, não por querer, é involuntário. Que jogue a primeira pedra quem nunca. O legal é que quando se é sincero, quando se expõe os sentimentos e não fica de falsidade, você é um ser humano horrível, mas quando alguém faz o contrario, te apunhala pelas costas e depois te abraça, esse sim merece um Nobel da paz. Um dia irei de entender essas atitudes, Amém. But anyways, a questão é que eu me culpo por ser do jeito que sou, por brigar com as pessoas 90% do tempo e por xingar todo mundo. Perdoem-me, de coração, sério. Eu podia dar trilhões de desculpas por estar desse jeito, por estar com raivado mundo, ter TPM constante e acordar com raiva de ter acordado, mas é que o mundo já foi muito injusto comigo e em algum lugar do meu cérebro, algo diz que é a hora da revanche. Se eu mudar, vai ser algo natural, repentino, pois não pretendo fazer nenhum esforço pra ser algo que não sou. Uma pessoa um dia me disse que eu ligava demais para o que os outros pensavam de mim, e é verdade. Tento seguir esse conselho a risca hoje em dia. A vantagem talvez seja que quem realmente gosta de você, vai te aturar mesmo sendo grossa, estupida, chata, irritante, dramática, mesmo sendo rotulada como o pior ser humano pós Hitler. Já me acostumei com os rótulos, e hoje posso contar nos dedos de uma mão quem são essas pessoas. Acho que precisava desabafar um pouco.

Wesley jus being Wesley.
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Eu não sei exatamente o que esta acontecendo. Estou largando o “foda-se” em tudo nesses últimos tempos. Não queria fazer isso, mas de alguma forma acho que é necessário. O ruim é que estou sendo extremamente grossa e estupida com pessoas que eu goto muito. Não me sinto muito animada pras coisas, pra sair, pra conversar, pra estar em algum lugar aonde tenha seres humanos. Estou indo surpreendentemente bem na escola, minhas notas estão muito mais altas do que nos dois últimos anos. Consigo me concentrar mais agora que eu não tenho vontade de me relacionar com ninguém. Briguei com algumas pessoas, falei pra minha professora de química, depois que pedi outra explicação da matéria e ela sentou no chão indignada, que não ia cair a língua dela por fazer isso. Ela não me tirou de sala nem nada, mas disse “nossa quanta grosseria ein dona Isabella”. Foi o bastante pra me deixar envergonhada e acho que mais odiada por todos. Estranho mesmo é me sentir normal com isso (não com a história da professora, me sinto mal por isso), não querendo as desculpas e a amizade das pessoas novamente. Não chamaria isso de depressão, mas sim de uma fase um tanto quanto perturbada da minha vida. Tenho planos para o futuro, obvio. Quero fazer arquitetura na UFSC, morar em Florianópolis, ter um Jeep e virar surfista. Não vejo a hora que esse futuro chegue. Cansei de Curitiba, cansei de fazer o ensino médio, cansei de estudar com pessoas mais novas que eu. Talvez seja porque eu reprovei e porque eu não tenho o menor interesse na escola e seus atributos, em suas regras e em seus métodos de ensino que sinceramente, no Brasil, são uma bosta. Não tenho muito que falar sobre isso, apenas que eu não gosto e não quero mais. Reprovar não foi fácil e nem esta sendo. Achei que depois disso tudo estaria perdido, que eu estaria perdida. Tem uma musica que diz “If you get lost you can always be found”. Que pena que me encontraram. Agora sobre a minha estranha personalidade conturbada, concluo que não sei por que a tenho. Talvez por que moro com oito pessoas e são todos meio descontrolados e estúpidos. É, deve ser. Queria ser calma, amorosa, queridinha e gostar de rosa, mas não da, tentei uma vez e desisti. Eu sou querida com meus amigos, mas às vezes é preciso que alguém fale a verdade, sabe, na cara. Não gosto que falem que sou grossa, estupida e que ninguém gosta da minha pessoa, eu já sei disso. Contem-me algo novo, por favor. Talvez eu esteja sendo grossa agora, mas o que eu quero dizer é que eu não julgo ninguém. Todos enfrentam uma batalha interna e julgar sem saber a verdade é pior do que ser grossa às vezes. Se eu nunca julguei ninguém não acho justo que façam isso comigo. “Faça com os outros o que você quer que façam com você”, ai vem alguém e diz, mas você trata todos mal e bla bla bla. Não trato, não por querer, é involuntário. Que jogue a primeira pedra quem nunca. O legal é que quando se é sincero, quando se expõe os sentimentos e não fica de falsidade, você é um ser humano horrível, mas quando alguém faz o contrario, te apunhala pelas costas e depois te abraça, esse sim merece um Nobel da paz. Um dia irei de entender essas atitudes, Amém. But anyways, a questão é que eu me culpo por ser do jeito que sou, por brigar com as pessoas 90% do tempo e por xingar todo mundo. Perdoem-me, de coração, sério. Eu podia dar trilhões de desculpas por estar desse jeito, por estar com raivado mundo, ter TPM constante e acordar com raiva de ter acordado, mas é que o mundo já foi muito injusto comigo e em algum lugar do meu cérebro, algo diz que é a hora da revanche. Se eu mudar, vai ser algo natural, repentino, pois não pretendo fazer nenhum esforço pra ser algo que não sou. Uma pessoa um dia me disse que eu ligava demais para o que os outros pensavam de mim, e é verdade. Tento seguir esse conselho a risca hoje em dia. A vantagem talvez seja que quem realmente gosta de você, vai te aturar mesmo sendo grossa, estupida, chata, irritante, dramática, mesmo sendo rotulada como o pior ser humano pós Hitler. Já me acostumei com os rótulos, e hoje posso contar nos dedos de uma mão quem são essas pessoas. Acho que precisava desabafar um pouco.

Wesley jus being Wesley.
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Sobre Mim

Ela não é do tipo de mulher que se entrega na primeira Mas melhora na segunda e o paraíso é na terceira Ela tem força, ela tem sensibilidade, ela é guerreira Ela é uma deusa, ela é mulher de verdade Ela é daquelas que tu gosta na primeira Se apaixona na segunda e perde a linha na terceira Ela é discreta e cultua bons livros E ama os animais, tá ligado eu sou o bicho Minha mente nem sempre tão lúcida é fértil e me deu a voz Minha mente nem sempre tão lúcida fez ela se afastar.
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Sobre o Tumblr
“Eu prefiro olhar para trás e dizer: ”Eu não posso acreditar que fiz isso.” Do que dizer ”Eu gostaria de ter feito isso.”
- Clarice Lispector
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